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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Vertigem e seu tratamento

 A vertigem, também conhecida como labirintite, é muito comum e traz grande desconforto e inseguranca para o paciente, que fica com receio de andar sozinho e ter uma crise.
 Muitos tratamentos estao disponíveis, e cada vez mais sao otimizados para levar a uma redução dos sintomas com melhora da qualidade de vida do individuo.
  Varias medicacoes podem ser usadas. Mas devem ser administradas na crise, e depois com a melhora dos sintomas, devem ser progressivamente retiradas. Isso se deve ao princípio da compensacao vestibular central, que ajuda na recuperação do paciente, mas que pode ser inibida pelo uso cronico de antivertiginosos. Essa conduta e corroborada por Konnur, que acredita que ao diminuirem os sintomas, as drogas devem ser interrompidas e o paciente deve comecar a reabilitação vestibular.

Reabilitação vestibular
 Na decada de 1940, o médico Cooksey e o fisioterapeuta Cawthorne propuseram o uso de exercícios - reabilitação vestibular - com o objetivo de tratar os disturbios vestibulares. O programa consistia em uma série de movimentos do olhos, da cabeca e do corpo geralmente em  posições cuja tontura rotatoria era desencadeada e que deviam ser seguidos de acordo com a tolerancia do paciente e suas necessidades individuais. Considerada como uma abordagem terapeutica, os exercicios vestibulares buscam promover a melhora do equilibrio global, da qualidade de vida e a restauração da orientação espacial para o mais próximo do fisiológico. Esta recuperação se da por meio da neuroplasticidade e da compensação vestibular. Alem desses mecanismos, podem ocorrer tambem a adaptação, habituação e a substituição. Na adaptação, o sistema vestibular reaprende a receber e a processar informacoes, mesmo que distorcidas ou incompletas, adequando-as aos estímulos apresentados, a fim de recuperar o reflexo alterado. A habituação combate os sintomas e consiste na redução das respostas sensoriais baseada na repeticao de estimulos sensoriais, alcancada pela repetição dos movimentos, provocando diminuição da amplitude do nistagmo. Para isso, torna-se necessaria a integração de todos os aferentes sensoriais envolvidos: visual, vestibular e somatossensorial. No processo de substituição vestibular ocorre a troca das informacoes relacionadas ao equilibrio corporal que estejam ausentes ou conflitantes.

Fonte: Vertigem Posicional Paroxistica Benigna: comparacao de duas recentes diretrizes internacionais. Brazilian Journal of Otorhynolaryngology 77 (2) marco/abril 2011

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Labirintite na gravidez

As alterações hormonais que acontecem durante o ciclo menstrual, gestação e menopausa podem causar sintomas como vertigem, desequilíbrio, zumbido, "ouvido tampado", perda auditiva e sensibilidade à sons muito altos.
Um estudo foi publicado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia em janeiro/fevereiro de 2010 avaliando essas alterações nas grávidas. E observou que das 82 gestantes, 33% tinham zumbido, 24% pressão no ouvido, 18% diminuição da audição, 5% dodr de ouvido e apenas 1% sentiu melhora da audição durante a gravidez.
O estudo concluiu, portanto, que uma alteração no labirinto decorrente de alteração hormonal ocasione a queixa de vertigem no primeiro trimestre da gravidez, e parece diminuir no final da gravidez, devido à habituação labiríntica.

FONTE: BRAZILIAN JOURNAL OF OTORHINOLARYNGOLOGY 76 (1) JANEIRO/FEVEREIRO 2010

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Tonteira, vertigem, "labirintite"

"Labirintite" é o nome que as pessoas usam para definir a vertigem, que é uma tonteira rotatória. Ela ocorre quando o equilíbrio está alterado por diversos fatores.

O equilíbrio normal é mantido pela visão, propriocepção e pelo sistema vestibular.
A tontura é a ilusão de movimento do indivíduo ou do ambiente em volta. Pode ser causada por uma disfunção em qualquer dos sistemas envolvidos com o equilíbrio. A alteração do sistema vestibular é a causa mais comum.
As causas são inúmeras, como: alterações da circulação, metabolismo (diabetes, colesterol alto), hormonais e imunológicas, da coluna cervical, traumatismo craniano, distúrbios psicológicos, vertigem postural paroxística benigna (VPPB), neurite vestibular, doença de Ménière e fístula perilinfática.
Na infância são comuns as labirintopatias infecciosas, como otites e viroses, a vertigem paroxística benigna, trauma e remédios ototóxicos (danosos ao ouvido).

Após os 20 anos as causas mais comuns são a neuronite, alterações hormonais, metabólicas e Ménière. As disfunções hormonais e metabólicas são mais comuns nas mulheres.
Após os 50 anos são mais comuns as causas circulatórias e problemas da coluna cervical.
Com o envelhecimento ocorre degeneração dos 3 sistemas envolvidos com o equilíbrio (visão, sistema proprioceptivo e vestibular).
O desequilíbrio é um dos principais fatores limitantes da vida do idoso, e em 80% dos casos não tem causa específica. O medo de cair por si só pode causar a queda no idoso. Isso diminui sua auto-estima, limita suas atividades e pode levar à depressão.
A reabilitação vestibular é um dos métodos mais efetivos na recuperação do equilíbrio corporal.

Existem basicamente 3 tipos de tratamento das disfunções do equilíbrio: medicamentosa, pela reabilitação vestibular e por cirurgia, que deve ser muito discutida e analisada.

A reabilitação vestibular é uma tratamento que gera uma compensação vestibular através de exercícios físicos específicos e repetitivos, que ativam os mecanismos de plasticidade neural do sitema nervoso.

Quando há uma lesão vestibular, o sistema nervoso tenta recuperar sozinho o equilíbrio, através na neuroplasticidade. Esse mecanismo natural é chamado de compensação vestibular, que é acelerado pela reabilitação vestibular. Ocorre, assim, redução dos sintomas de vertigem.

Um estudo feito em São Paulo e publicado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia em março/abril de 2008 avaliou esse tratamento, e concluiu que a reabilitação vestibular, quando bem indicada e seguida pelo paciente, é um método terapêutico eficaz no tratamento de vestibulopatias em poucas sessões.



FONTE: Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, vol. 74 (2) Mar./Abr. 2008.