O ruido e constituido por varias ondas sonoras com relacao de amplitude e fase distribuidas anarquicamente, sendo desagradavel. O ruido pode ser continuo, flutuante e de impacto, aquele que apresenta picos de energia acustica de duracao inferior a um segundo.
Os ruidos de impacto geralmente sao produzidos por rapidas expansoes de gas, como armas de fogo e explosoes de bombas. Estes sons podem atingir intensidades de 140 dB NPS (nivel de pressao sonora) em frequencias em torno de 2 e 3 kHz, e por isso podem causar perda auditiva.
Quando o ouvido e exposro a ruido de impacto a uma intesidade maior ou igual a 120 dB, ha risco de trauma acustico. Como consequencia, o individuo tem um perda auditiva neurossensorial imediata e permanente, uni ou bilateral, com zumbidos. Pode haver recuperacao e melhora em alguns dias. A extensao e o grau da perda auditiva tem relacao direta com a intensidade da pressao sonora, duracao, frequencia e a susceptibilidade individual.
A perda auditiva induzida por ruido (PAIR) e uma perda neurossensorial, que acomete inicialmente a faixa de frequencia entre 3 e 6 kHz. A Norma Reguladora 15 (NR-15) estabelece os limites de exposicao sonora do trabalhador.
Um estudo feito em Sao Paulo analisou a exposicao ao ruido no estande de tiros durante os exercicios de tiro na Policia Militar de Sao Paulo. NHO 01, na qual estabelece que o limite maximo para a populacao estudada nao deve ultrapassar 109 dB. Identificou niveis de pressao sonora superiores aos recomendados pela norma Fundacentro Conseguiram demonstrar causa e efeito entre as principais areas de excitacao de energia na coclea e as frequencias com diminuicao de acuidade auditiva.
Fonte: Acoustic and psychoacoustic analysis of the noise produced by the police force firearms, Brazilian Journal of Otorhinolatyngology 77 (2) marco/abril 2011
Destinado a esclarecimentos de dúvidas em Otorrinolaringologia. Lembrando que esse tipo de informação não substitui o atendimento médico!
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
domingo, 30 de agosto de 2009
Surdez nas crianças
Segundo a Academia Americana de Pediatria a deficiência auditiva permanente atinge de 1 a 3 em 1000 bebês nascidos, e de 2 a 4 bebês de 1000 nascidos e internados em UTI neonatal. Atinge ainda crianças em fase pré-escolar, em decorrência de meningite e otite média aguda.
Esse distúrbio causa grande prejuízo ao desenvolvimento da criança, pois esses primeiros anos de vida são cruciais para a aquisição da linguagem. Por i sso é muito importante que o diagnóstico da perda auditiva seja feito precocemente, para que se possa iniciar o tratamento e reabilitação.
Em bebês internados em UTI deve-se ter mais atenção à saúde auditiva, devendo ser sempre encaminhados ao otorrinolaringologista, pois reúnem uma série de fatores de risco à perda de audição, como uso de antibióticos, analgésicos, e infecções.
As consequências da perda auditiva são muito mais profundas na criança pequena, porque é nesse período que começa a descobrir o mundo, as pessoas, os sons, e ela não consegue compreendê-lo.
Em 1993 o National Institute of Health recomendou que todos os recém-nascidos fossem submetidos à triagem auditiva. Em 1994 no Joint Committee on Infant Hearing, pela American Speech-Language Hearing Association, foi recomendado que fosse feito um programa de triagem auditiva neonatal.
Essa triagem é feita pelo "Teste da Orelhinha", ou Emissões otoacústicas. Os bebês que tenham falha nesse exame devem ser submetido a outras avaliações auditivas.
Especialmente naqueles casos de bebês que ficaram internados em UTI, essa avaliação deve ser feita cuidadosamente.
O tratamento dos casos de surdez é complexo, e envolve a otorrinolaringologia e a fonoaudiologia. Mas o resultado sempre é altamente positivo, tanto para a criança quanto para os pais.
Esse distúrbio causa grande prejuízo ao desenvolvimento da criança, pois esses primeiros anos de vida são cruciais para a aquisição da linguagem. Por i sso é muito importante que o diagnóstico da perda auditiva seja feito precocemente, para que se possa iniciar o tratamento e reabilitação.
Em bebês internados em UTI deve-se ter mais atenção à saúde auditiva, devendo ser sempre encaminhados ao otorrinolaringologista, pois reúnem uma série de fatores de risco à perda de audição, como uso de antibióticos, analgésicos, e infecções.
As consequências da perda auditiva são muito mais profundas na criança pequena, porque é nesse período que começa a descobrir o mundo, as pessoas, os sons, e ela não consegue compreendê-lo.
Em 1993 o National Institute of Health recomendou que todos os recém-nascidos fossem submetidos à triagem auditiva. Em 1994 no Joint Committee on Infant Hearing, pela American Speech-Language Hearing Association, foi recomendado que fosse feito um programa de triagem auditiva neonatal.
Essa triagem é feita pelo "Teste da Orelhinha", ou Emissões otoacústicas. Os bebês que tenham falha nesse exame devem ser submetido a outras avaliações auditivas.
Especialmente naqueles casos de bebês que ficaram internados em UTI, essa avaliação deve ser feita cuidadosamente.
O tratamento dos casos de surdez é complexo, e envolve a otorrinolaringologia e a fonoaudiologia. Mas o resultado sempre é altamente positivo, tanto para a criança quanto para os pais.
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