O Mal de Parkinson pode ocasionar alterações na fala do paciente, como rouquidão, tremor vocal, diminuição do volume e voz monótona. Segundo o autor Robbins, 70 a 90% do doentes evoluem com alteração da língua, laringe e faringe. A dificuldade para a comunicação verbal pode ser uma queixa em 30% dos pacientes.
Essa disartria gera grande desconforto para o paciente, alterando sua vida social e profissional.
Um estudo feito com pacientes com Mal de Parkinson mostrou que ocorre atividade motora involuntária no repouso vocal, traduzindo uma ausência de relaxamento completo da musculatura desses pacientes. A rigidez muscular do parkinsoniano pode causar redução do volume respiratório e a incoordenação favorece o escape de ar transglótico, gerando uma alteração da coordenação pneumo-fonoarticulatória.
FONTE: Brazilian Journal of Otorhinolaryngology 76 (1) janeiro/fevereiro 2010
Destinado a esclarecimentos de dúvidas em Otorrinolaringologia. Lembrando que esse tipo de informação não substitui o atendimento médico!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Labirintite na gravidez
As alterações hormonais que acontecem durante o ciclo menstrual, gestação e menopausa podem causar sintomas como vertigem, desequilíbrio, zumbido, "ouvido tampado", perda auditiva e sensibilidade à sons muito altos.
Um estudo foi publicado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia em janeiro/fevereiro de 2010 avaliando essas alterações nas grávidas. E observou que das 82 gestantes, 33% tinham zumbido, 24% pressão no ouvido, 18% diminuição da audição, 5% dodr de ouvido e apenas 1% sentiu melhora da audição durante a gravidez.
O estudo concluiu, portanto, que uma alteração no labirinto decorrente de alteração hormonal ocasione a queixa de vertigem no primeiro trimestre da gravidez, e parece diminuir no final da gravidez, devido à habituação labiríntica.
FONTE: BRAZILIAN JOURNAL OF OTORHINOLARYNGOLOGY 76 (1) JANEIRO/FEVEREIRO 2010
Um estudo foi publicado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia em janeiro/fevereiro de 2010 avaliando essas alterações nas grávidas. E observou que das 82 gestantes, 33% tinham zumbido, 24% pressão no ouvido, 18% diminuição da audição, 5% dodr de ouvido e apenas 1% sentiu melhora da audição durante a gravidez.
O estudo concluiu, portanto, que uma alteração no labirinto decorrente de alteração hormonal ocasione a queixa de vertigem no primeiro trimestre da gravidez, e parece diminuir no final da gravidez, devido à habituação labiríntica.
FONTE: BRAZILIAN JOURNAL OF OTORHINOLARYNGOLOGY 76 (1) JANEIRO/FEVEREIRO 2010
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domingo, 30 de agosto de 2009
Surdez nas crianças
Segundo a Academia Americana de Pediatria a deficiência auditiva permanente atinge de 1 a 3 em 1000 bebês nascidos, e de 2 a 4 bebês de 1000 nascidos e internados em UTI neonatal. Atinge ainda crianças em fase pré-escolar, em decorrência de meningite e otite média aguda.
Esse distúrbio causa grande prejuízo ao desenvolvimento da criança, pois esses primeiros anos de vida são cruciais para a aquisição da linguagem. Por i sso é muito importante que o diagnóstico da perda auditiva seja feito precocemente, para que se possa iniciar o tratamento e reabilitação.
Em bebês internados em UTI deve-se ter mais atenção à saúde auditiva, devendo ser sempre encaminhados ao otorrinolaringologista, pois reúnem uma série de fatores de risco à perda de audição, como uso de antibióticos, analgésicos, e infecções.
As consequências da perda auditiva são muito mais profundas na criança pequena, porque é nesse período que começa a descobrir o mundo, as pessoas, os sons, e ela não consegue compreendê-lo.
Em 1993 o National Institute of Health recomendou que todos os recém-nascidos fossem submetidos à triagem auditiva. Em 1994 no Joint Committee on Infant Hearing, pela American Speech-Language Hearing Association, foi recomendado que fosse feito um programa de triagem auditiva neonatal.
Essa triagem é feita pelo "Teste da Orelhinha", ou Emissões otoacústicas. Os bebês que tenham falha nesse exame devem ser submetido a outras avaliações auditivas.
Especialmente naqueles casos de bebês que ficaram internados em UTI, essa avaliação deve ser feita cuidadosamente.
O tratamento dos casos de surdez é complexo, e envolve a otorrinolaringologia e a fonoaudiologia. Mas o resultado sempre é altamente positivo, tanto para a criança quanto para os pais.
Esse distúrbio causa grande prejuízo ao desenvolvimento da criança, pois esses primeiros anos de vida são cruciais para a aquisição da linguagem. Por i sso é muito importante que o diagnóstico da perda auditiva seja feito precocemente, para que se possa iniciar o tratamento e reabilitação.
Em bebês internados em UTI deve-se ter mais atenção à saúde auditiva, devendo ser sempre encaminhados ao otorrinolaringologista, pois reúnem uma série de fatores de risco à perda de audição, como uso de antibióticos, analgésicos, e infecções.
As consequências da perda auditiva são muito mais profundas na criança pequena, porque é nesse período que começa a descobrir o mundo, as pessoas, os sons, e ela não consegue compreendê-lo.
Em 1993 o National Institute of Health recomendou que todos os recém-nascidos fossem submetidos à triagem auditiva. Em 1994 no Joint Committee on Infant Hearing, pela American Speech-Language Hearing Association, foi recomendado que fosse feito um programa de triagem auditiva neonatal.
Essa triagem é feita pelo "Teste da Orelhinha", ou Emissões otoacústicas. Os bebês que tenham falha nesse exame devem ser submetido a outras avaliações auditivas.
Especialmente naqueles casos de bebês que ficaram internados em UTI, essa avaliação deve ser feita cuidadosamente.
O tratamento dos casos de surdez é complexo, e envolve a otorrinolaringologia e a fonoaudiologia. Mas o resultado sempre é altamente positivo, tanto para a criança quanto para os pais.
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sábado, 22 de agosto de 2009
Apnéia do Sono
A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) tem sido estuda há anos, e iniciaram com os estudiosos Burwell, Robin, Waley e Bickelmann. Eles descreveram a Síndrome de Pickwickian, em homenagem ao novelista inglês Charles Dickens, autor do clássico "The Posthumous PApers of the Pickwickian Club", cujo personagem principal era um garoto obeso, roncador e sonolento. A síndrome é composta por obesidade, hipercapnia (acúmulo de CO2), cor pulmonale, eritrocitose e sonolência diurna excessiva.
Ocorre uma fragmentação do sono, levando à hipersonolência diurna.
As causas dessa doença são múltiplas, como alterações anatômicas das vias aéreas superiores e esqueleto facial, e alterações neuromusculares da faringe.
Estudos mostraram certas características da orofaringe de adultos roncadores, como faringe estreita, palato mole e úvula alongados. Com isso, a cirurgia do ronco (uvulopalatofaringoplastia) começou a ser feita. Porém, apenas 50% dos pacientes com apnéia de beneficiavam da cirurgia. Ainda assim, é o procedimento cirúrgico mais realizado para o tratamento dessa doença.
FONTE: Braz J of Otorhinolaryngology 75 (3) Maio/Junho 2009.
Ocorre uma fragmentação do sono, levando à hipersonolência diurna.
As causas dessa doença são múltiplas, como alterações anatômicas das vias aéreas superiores e esqueleto facial, e alterações neuromusculares da faringe.
Estudos mostraram certas características da orofaringe de adultos roncadores, como faringe estreita, palato mole e úvula alongados. Com isso, a cirurgia do ronco (uvulopalatofaringoplastia) começou a ser feita. Porém, apenas 50% dos pacientes com apnéia de beneficiavam da cirurgia. Ainda assim, é o procedimento cirúrgico mais realizado para o tratamento dessa doença.
FONTE: Braz J of Otorhinolaryngology 75 (3) Maio/Junho 2009.
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SAOS
Aftas de repetição
A estomatite aftosa recorrente (EAR) é uma doença muito comum, que leva ao aparecimento de aftas de repetição na mucosa bucal. Acomete 20% da população mundial, sendo mais comum em mulheres. Suas causas são muito estudadas, mas ainda controversas. Pode estar associada a fatores imunológicos, microbiológicos (vírus) ou genética.
Essa doença é caracterizada como o aparecimento de aftas na boca quinzenal ou mensalmente, por um período mínimo de 1 ano, iniciando na infância ou adolescência.
A história familiar parece ser importante no desenvolvimento dessa doença, e casos na mesma família ocorre em 24% a 46% dos casos.
Ainda são necessários muitos estudos na área de imunologia para chegar a uma conclusão mais definitiva sobre as aftas.
FONTE: Braz J of Otorhinolaryngology 75 (3) Maio/Junho 2009
Essa doença é caracterizada como o aparecimento de aftas na boca quinzenal ou mensalmente, por um período mínimo de 1 ano, iniciando na infância ou adolescência.
A história familiar parece ser importante no desenvolvimento dessa doença, e casos na mesma família ocorre em 24% a 46% dos casos.
Ainda são necessários muitos estudos na área de imunologia para chegar a uma conclusão mais definitiva sobre as aftas.
FONTE: Braz J of Otorhinolaryngology 75 (3) Maio/Junho 2009
Vertigem no período menstrual
No período menstrual ocorrem alterações hormonais (estrogênio e progesterona) que podem gerar alteração no equilíbrio e audição.
O período menstrual é composto pelas fases lútea e folicular, e pode ser definido como o intervalo entre o primeiro dia de uma menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte.
A tensão pré-menstrual (TPM) é um conjunto de sintomas que inicia entre 10-14 dias antes da menstruação e desaparece após o início da mesma. Ela atinge 75% das mulheres em idade fértil.
A fase lútea é chamada de fase pré-menstrual. Nela ocorre a maioria dos sintomas nas mulheres, como retenção de líquido (inchaço), aumento de peso, constipação, instabilidade emocional, dores generalizadas e mudança na alimentação, com vontade de comer doces. Nessa fase pode ocorrer a hidropsia labiríntica, com intolerância ao ruído e sensação de "cabeça oca".
A fase folicular também é chamada de fase menstrual.
Também pode ocorrer vertigem ou tonteira nos dias anteriores à menstruação, causando hidropsia no labirinto e sintomas muito parecidos com da Doença de Ménière.
FONTE: Artigo "Caracterização vestibular no ciclo menstrual", Braz J Otohhinolaryngol. 2009; 75(3):375-80.
O período menstrual é composto pelas fases lútea e folicular, e pode ser definido como o intervalo entre o primeiro dia de uma menstruação e o primeiro dia da menstruação seguinte.
A tensão pré-menstrual (TPM) é um conjunto de sintomas que inicia entre 10-14 dias antes da menstruação e desaparece após o início da mesma. Ela atinge 75% das mulheres em idade fértil.
A fase lútea é chamada de fase pré-menstrual. Nela ocorre a maioria dos sintomas nas mulheres, como retenção de líquido (inchaço), aumento de peso, constipação, instabilidade emocional, dores generalizadas e mudança na alimentação, com vontade de comer doces. Nessa fase pode ocorrer a hidropsia labiríntica, com intolerância ao ruído e sensação de "cabeça oca".
A fase folicular também é chamada de fase menstrual.
Também pode ocorrer vertigem ou tonteira nos dias anteriores à menstruação, causando hidropsia no labirinto e sintomas muito parecidos com da Doença de Ménière.
FONTE: Artigo "Caracterização vestibular no ciclo menstrual", Braz J Otohhinolaryngol. 2009; 75(3):375-80.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Tratamento da infecção por influenza H1N1
Para o paciente com síndrome gripal sem fatores de risco para complicações por influenza, sem dispnéia, deve ser indicado o isolamento domiciliar por até 7 dias, com acompanhamento diário, sempre atento ao aparecimento de sinais de gravidade (dificuldade respiratória, forte dor abdominal ou torácica, convulsões, desidratação ou alteração do estado de consciência. Não estão indicados colher amostra para RT-PCR nem o uso de oseltamivir (Tamiflu).
No paciente com doença respiratória aguda grave recomenda-se internação com isolamento para gotículas, colher amostra para RT-PCR (realizado somento no Instituto Adolfo Lutz), iniciar tratamento com oseltamivir e notificar à vigilância epidemiológica.
A síndrome gripal associada à presença de fatores de risco deve-se avaliar a necessidade de internação, uso de oseltamivir e notificar a vigilância epidemiológica.
FONTE: site da FORL.
No paciente com doença respiratória aguda grave recomenda-se internação com isolamento para gotículas, colher amostra para RT-PCR (realizado somento no Instituto Adolfo Lutz), iniciar tratamento com oseltamivir e notificar à vigilância epidemiológica.
A síndrome gripal associada à presença de fatores de risco deve-se avaliar a necessidade de internação, uso de oseltamivir e notificar a vigilância epidemiológica.
FONTE: site da FORL.
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